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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Teixobactin. Talvez a nova molécula Bilionária

          Muitas são as causas da atual longevidade do homem, mas uma das mais importantes foi o advento dos antibióticos. A introdução da penicilina em 1940 foi uma verdadeira revolução no arsenal terapêutico contra infecções bacterianas, proporcionando tratamento eficaz contra moléstias mortais (apesar de muitas vezes simples).
          Contudo, a difusão do uso e a administração descontrolada destes medicamentos, serviu de pressão seletiva para o surgimento de diversas bactérias resistentes, o que se tornou um problema de saúde grave, principalmente em ambientes hospitalares.
Apesar de intensas pesquisas nenhuma novidade neste campo terapêutico surgiu nos últimos 25 anos.               O que não significa que novas moléculas não tenham chegado ao mercado neste período, mas as que chegaram atuavam com mecanismo de ação similar as já existentes, e por tanto rapidamente os microrganismos adquirem resistência.
L-enduracididine
          Um dos motivos para a resistência é que essas substâncias geralmente agem em alvos proteicos, e portanto facilitando o processo de resistência através de mutações que geram alvos modificados onde as substâncias não são tao eficazes.
     Um grupo de pesquisadores americanos e alemães descobriram uma nova molécula (aqui) que promete ser a próxima inovação terapêutica em antibióticos. A Teixobactin é um depsipeptídeo que possui alguns aminoácidos não tão usuais nesta classe de substancias: A L-enduracididine, a metil fenilalanina e 4 aminoácidos de configuração D.

Teixobactin

          A Teixobactin é extraída de bactéria gram negativa relacionado a Aquabactérias. E apresentou atividade contra patógenos gram positivos, incluindo varios organismos resistentes, destacando-se a atividade contra enterococci,  M. tuberculosis, Clostridium difficile e Bacillus anthracis.




          O mecanismo de ação parece não estar relacionado à alvo proteico, a ação está associada a inibição  da formação de peptidoglicanas da parede celular, através de ligação com lipídios precursores, o que dificulta o processo de formação de cepas resistentes.
       Ainda é cedo para saber se a Teixobactin chegará ao mercado, mas os resultados são promissores, mesmo que a própria não chegue ao mercado servirá de protótipo para o melhor entendimento do mecanismo de ação e a preparação de substancias mais efetivas, que certamente movimentará um mercado milionário.

      Toda esta história me lembrou de uma pergunta que me incomoda bastante: Quantos antibióticos são sintetizados no Brasil? 




segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dermografismo


Dermografismo

Histamina
Urticária dermográfica (também conhecida como dermografismo, dermatografismo ou "skin writing") é um distúrbio na pele verificado em 1,5 a 23,5 por cento da população, no qual a pele torna-se inchada e inflamada quando picada ou arranhada por um objecto pontiagudo . O dermografismo é causado por células mastócito na superfície da pele, que liberam histamina sem a presença de antígenos, devido à presença de uma fina membrana à volta das células mastócito. As histaminas libertadas causam o inchaço na pele nas áreas afectadas.

O que isto tem a ver com síntese orgânica? NADA.
Mas a Dr Zoe Waller da Universidade de East Anglia-UK, possui esta condição e a utiliza para postar fotos, digamos... Inusitadas em seu twitter. As fotos com as hashtags #moleculeoftheday  e #dermatographia são estruturas de compostos químicos (geralmente bioativas) desenhado na pele. As fotos são bem interessantes! Abaixo alguns exemplos!

Modafinil

Amitriptyline

etimicin

PS: Para a galera de química orgânica I: O centro quiral do Modafinil está representado corretamente?

Por que fazer ciência?



http://edge.org

domingo, 4 de janeiro de 2015

Consequência da numerologia acadêmica

deu na folha: 

por  Hélio Schwartsman

"SÃO PAULO - Todo sistema traz em si sua própria perversão. O mundo acadêmico não é exceção à regra.
Universidades dos grandes centros precisam alocar os recursos disponíveis segundo critérios de competência. O problema é que aferir mérito não é tão fácil. Elas até que tentaram, criando um complexo sistema de publicação de artigos científicos no qual cada trabalho submetido é revisado por especialistas para assegurar sua relevância e correção. Autores que publicam mais e cujos artigos recebam mais citações ganham não apenas mais prestígio como também melhores salários, condições mais vantajosas de trabalho e mais verbas para seus laboratórios.
Como isso pode significar bastante dinheiro, dos anos 2000 para cá tem proliferado uma indústria de periódicos predatórios, que se oferecem para, em troca de uma taxa que costuma ficar na casa das centenas de dólares, publicar trabalhos de autores que não encontraram espaço nos "journals" mais rigorosos. Eles afirmam seguir os consagrados procedimentos de revisão por pares, mas sabemos que isso é mentira.
Cientistas com senso de humor costumam submeter artigos-trote que acabam sendo publicados. No mais recente desses casos, dois "journals" publicaram um amontoado de termos científicos gerados por computador que não fazia sentido gramatical nem técnico assinado por dois personagens de "Os Simpsons" e por um certo Kim Jong Fun.
Um pouco antes, outro periódico publicou um artigo intitulado "Get me off Your Fucking Mailing List" (me tire dessa p... dessa lista) que repetia essa expressão ao longo de todas as suas páginas.
retirado do blog http://www.iflscience.com
Apesar dos momentos de diversão que esses "journals" nos proporcionam, sua existência é ruim porque erode a confiança do sistema. Hoje os avaliadores precisam andar com listas dos periódicos picaretas debaixo do braço e sempre há o risco de deixarem passar algo que não deveria."



Mais detalhes aqui 



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Iodeto de samário, lendas, mitos e realidade

          Diiodeto de samário (SmI2) é um sal conhecido pelos químicos inorgânicos desde 1906. Apesar de seu potencial como agente redutor, seu uso em química orgânica foi introduzido por Kagan e colaboradores somente em 1977, tornando-se rapidamente desde então, um reagente extremamente versátil em síntese orgânica. SmI2 é um potente agente redutor (doador de 1 elétron) uma vez que o Sm+3 é seu estado de oxidação mais estável. Além disso, a solubilidade do SmI2 em THF (~0,1M) e a mudança de cor de azul-escuro (Sm+2) para amarelo (Sm+3) permite o rápido e fácil acompanhamento de inúmeras transformações orgânicas.
          Uma das características mais interessantes do SmI2 é a capacidade de modular sua reatividade com o uso de cossolventes ou aditivos. Aditivos e cossolventes podem controlar a velocidade de redução, alterando o potencial de redução do SmI2, bem como ter influência na quimio e estereoespecificidade de inúmeras transformações.  

SmI2 na síntese total da Pleuromutilina

          Apesar de ser um reagente bastante interessante, a fama de reagente difícil de preparar e manipular é bem conhecida. Muito desta dificuldade está associada a labilidade do Sm+2 na presença de O2 Adquiri alguma experiência neste assunto durante minha estadia no laboratórioio do professor David Procter na Universidade de Manchester, darei algumas dicas para quem planeja se aventurar nesta química que é capaz de promover transformações bastante interessantes.

A solução azul



          A solução de diiodeto de sumário possui a coloração azul escura, mas apenas obter uma solução azul na preparação não garante a a qualidade do reagente. Já comprei soluções comerciais que chegaram azul, mas que o título estava extremamente baixo, então, desencorajo fortemente a utilização da solução comercial.

A preparação.

         Existem duas maneiras principais para preparação deste reagente a partir de Samário metálico. pode-se utilizar 1,2-diiodoetano ou iodo molecular, mas o segredo para o sucesso é a utilização de Sm metálico de qualidade. Aqui você encontra um trabalho interessante do grupo do professor Procter a respeito da preparação deste reagente com diferentes fontes de Sm e ainda maneira de “ativar” o reagente que não funciona.

         Um dos segredos do sucesso é a escala. Apesar de depender bastante do tipo de química que se pretende fazer, geralmente a preparação de quantidade suficiente necessária para realizar a transformação desejada não é aconselhado. Na preparação da solução de SmI2 ocorre a formação de outras espécies de Sm que decantam no fundo do balão. Então uma dica bem útil é preparar quantidade maior que a necessária e deixar a solução repousar antes do uso para que todas as espécies insolúveis decantem, e assim somente a parte superior da reação é utilizada.
          Isso pode fazer toda diferença dependendo do tipo de química que está sendo feita. Mas existe sim, casos que é possível usar a solução inteira e ainda ter sucesso, mas na dúvida, aconselho testar primeiro o método mais garantido.
          O volume mínimo de solução de SmI2 a ser preparada com sucesso é cerca de 50 mL (utilizando mais ou menos 1,4 g de Sm metálico), onde são usados cerca de 30 mL sendo os 20 restantes geralmente descartado. (método de preparação descrito abaixo).
Outra dica útil é titular a solução antes do uso (procedimento descrito abaixo). O ideal é utilizar a solução recém preparada, guardar a solução por 3 ou 4 dias está ok (dependendo da sensibilidade da química que está sendo estudada) mais tempo superior a este resulta em perda da qualidade do reagente.

Sobre desgaseificação de solventes 

Apesar do THF proveniente de Na/benzofenona estar praticamente livre de oxigênio, é recomendado borbulhar nitrogênio ou argônio por 15 minutos antes da preparação da solução.

procedimento com 1,2-Diiodoetano: 

Adicionar 1,4 g de Sm (9,31 mmol, 1,38 eqv) em um balão previamente seco e sob atmosfera inerte (Ar ou N2), trocar a atmosfera do sistema por 15 minutos sob agitação. Após este período são adicionados 1,9 g de 1,2-diiodoetano (6,7 mol, 1,00 equiv), e então troca-se a atmosfera do sistema novamente. Em seguida adiciona-se 55 mL de THF seco e previamente desgaseificado. O sistema é envolto com papel alumínio e mantido sob agitação sob atmosfera inerte por um período de 4 a 12 horas, o período pode variar de acordo com a granulação/qualidade do Sm metálico. Após este período será obtido uma solução azul escura como mostrada na foto abaixo.
Solução de SmI2
IMPORTANTE: antes de usar deixe a solução decantar e sempre utilize apenas a solução da parte de cima. 


Procedimento com I2:

Adicionar 1,0 g de Sm (6,65 mmol, 1,20 eqv) em um balão previamente seco e sob atmosfera inerte (Ar ou N2), trocar a atmosfera do sistema por 15 minutos sob agitação. Após este período são adicionados 55 mL de THF seco e desgaseificado, em seguida é adicionado 1,41 g de I2 (5,5 mil, 1 eqv). Após a adição trocar a atmosfera por 5 minutos. Em seguida o sistema é envolto em folha de alumínio e mantido sob agitação a 60 ºC por 12 horas.
CUIDADO: Nunca misture Sm metálico com I2 na ausência de solvente, a reação é extremamente exotérmica.

Titulação: 
Seque e mantenha sob argônio 4 vials, dois deles com agitadores magnéticos.
Em um deles adicione 100 mg de ciclohexanona (+/- 16 - 17 gotas) e 4 mL de THF previamente desgaseificado.
Em outro vail adicione 5 mL de trietilamina e em seguida borbulhe Ar ou N2 por 15-20 minutos.
adicione 2,5 mL da solução de SmI2 em cada vial de titulação (com barras magnéticas), seguida da adição de 0,1 mL de trietilamina e duas gotas de água.
Titule esta solução com cyclohexanona. A cor deve mudar de azul escuro para branco acinzentado. referência aqui

Como a concentração máxima do SmI2 em THF é em torno de 0,1 M e geralmente são necessários dois equivalentes do reagente, as reações costumam ser bastante diluídas, o que gera a dificuldade de aumento de escala. Mas dificuldade não impossibilita o uso, abaixo um exemplo do emprego do SmI2 em grande escala, em uma das etapas da síntese do Halaven.


A dificuldade de utilização de alguns reagentes realmente existe, contudo, obter as informações corretas e principalmente interagir com quem possui a experiência pode fazer o caminho das pedras bem mais fácil.




domingo, 23 de fevereiro de 2014

Total Synthesis no Facebook



A partir de hoje colaboro também para página https://www.facebook.com/TotalSynthesis do Facebook. Updates de sínteses totais das principais revistas atualizados de dois em dois dias.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Reveladores de TLC

Toda vez que eu preciso fazer reveladores para TLC preciso ficar catando as "receitas", então decidi fazer este post para deixar como um link permanente na página inicial do Blog para facilitar minha vida e a de quem possa interessar.



P-Anisaldeído:

Uso: Geral. Requer aquecimento. Spots com cores variáveis com fundo rosa.
Preparo: A uma mistura a 0 ° C de AcOH (5 mL) e EtOH absoluto (465 mL) é adicionado p-anisaldeído (12,5 mL), seguido pela adição lenta de ácido sulfúrico (17,5 ml).
Obs: Esta revelador é sensível à luz e oxidação e gradualmente torna-se cor-de-rosa / laranja. O revelador deve ser mantido num frasco coberto com papel alumínio.

Molibdato Cérico de Amônio (CAM)

Uso: Geral. Requer aquecimento. Spot Azul escuro com fundo azul claro.
Preparo: Sulfato de cério (5 g) foi adicionado a uma solução  de  molibdato de amónio (25 g em água 450 ml) a 0 ° C e sob agitação. A solução resultante turva amarelo brilhante é agitada vigorosamente e ácido sulfúrico (50 mL) é  adicionado lentamente ao longo de 90 min, resultando em uma reação bastante exotérmica. A solução amarela resultante é então deixada chegar até temperatura ambiente.

Chromic acid (K2Cr2O7)

Uso: Compostos difíceis de revelar com outros reveladores.
Preparo: A uma solução de ácido sulfúrico a 0 ° (100 mL, 20% v/v) foi adicionado lentamente 2,5 g de dicromato de potássio, resultando em uma solução oxidante de cor alaranjada.

2,4-dinitrofenilhidrazina (DNP)
2,4-dinitrofenilhidrazina (DNP)

Uso: revelação de aldeídos e cetonas. Requer aquecimento. spots amarelos avermelhados em um fundo amarelo claro
Preparo: a uma solução de água a  (80 mL) e etanol absoluto (80 mL) a 0 ° C foi adicionado 12 g de 2,4-dinitrofenilhidrazina. À solução resultante foi adicionado lentamente 60 mL de ácido sulfúrico resultando em uma solução alaranjada.

Iodo (I2)

Uso: Compostos aromáticos e/ou insaturados. Não é necessário aquecimento. Spot marrom em um fundo alaranjado. A cor se perde rapidamente.
Preparo: Misture alguns cristais de Iodo com sílica gel e mantenha em recipiente bem fechado.

Ácido fosfomolíbdico (PMA)

Uso: Geral. requer aquecimento. Spot verde escuro a negro em um fundo verde claro
Preparo: 10 g de Ácido fosfomolíbdico foi adicionado a 100 g de EtOH a Ácido fosfomolíbdico a 0 ° C.

Vanilina
Vanilina

Uso: Geral, especialmente sensível para alcoóis. Requer aquecimento. Spots com variedades de cores em fundo levemente amarelado
Preparo: 15 g de vanilina são dissolvidas em 250 mL de etanol a 0 ° C. Em seguida são adicionados lentamente 2,5 mL de ácido sulfúrico concentrado.

Permanganato de potássio (KMnO4)

Uso: Olefinas, e grupos facilmente oxidáveis. Olefinas, alcinos e aromáticos as vezes não requer aquecimento, outros grupos é necessário aquecimento. Spot amarelo em fundo rosa/purpura.
Preparo: 3 g de permanganato de potássio e 20 g de carbonato de potássio são dissolvidos em 5 mL de solução aquosa 5% de hidróxido de sódio e 300 mL de água em seguida a solução purpura é mantida sob agitação por uma hora.

Verde de Bromocresol
Verde de Bromocresol

Uso: Grupos ácidos (PKa < 5), ácidos carboxílicos. Spot amarelo em fundo azulado
Preparo: 40 mg de verde de bromocresol são dissolvidos em 100 mL de etanol, em seguida é adicionado solução 0,1 M de NaOH até a obtenção de uma solução azul.

Reagente de Dragendorff

Uso: Bom para compostos nitrogenados. Geralmente não é necessário aquecimento. Spot laranja em fundo alaranjado.
Preparo: solução A: 170 mg de nitrato de bismuto é dissolvido em 2 mL de ácido acético e 8 mL de água. Solução B: 4 g de iodeto de potássio é dissolvido em 10 mL de ácido acético e 20 mL de água. A solução A e B são misturadas e diluída com 100 mL de água.

Reagente de Ehrlich

Uso: Sensível para alcaloides e compostos nitrogenados, geralmente não é necessário aquecimento
Preparo: 0.5 g dimetilaminobenzaldeído é dissolvido em 10 mL conc. H2SO4 e 90 mL 95% EtOH

Cloreto férrico

Uso: revelação de fenóis e compostos enolizáveis. Spot negro em fundo amarelado
Preparo: 1 g de cloreto férrico é dissolvido em 100 mL de água.

Ninidrina
Ninidrina


Uso: Detecção de aminoácidos e aminas. Requer aquecimento. Spot azul/purpura em fundo bege.
Preparo: 300 g de ninidrina são dissolvidos em 100 mL de n-butanol e em seguida são adicionados 3 mL de ácido acético.

Ácido Sulfúrico

Uso: Geral, especialmente quando os outros não funcionam. Requer aquecimento. Spot negro em fundo branco.
Preparação: 100 mL de ácido sulfúrico concentrado é adicionado lentamente a 100 mL de água a 0 °C.

Referências:

1. Handbook of Thin-Layer Chromatography J. Sherman and B. Fried, Eds., Marcel Dekker, New York, NY, 1991. 
2. Thin-Layer Chromatography 2nd ed. E. Stahl, Springer-Verlag, New York, NY, 1969.
3. Thin-Layer Chromatography Reagents and Detection Methods, Vol. 1a: Physical and Chemical Detection Methods: Fundamentals, Reagents I H. H. Jork, W. Funk, W. Fischer, and H. Wimmer, VHC, Weinheim, Germany, 1990. 
4. Thin-Layer Chromatography: Techniques of Chemistry, Vol. XIV, 2nd ed. J. G. Kirchner and E. S. Perry, Eds., John Wiley and Sons, 1978.

Câmara UV para revelação de placas cromatográfica de baixo custo - Post Convidado

Este post é de autoria de um grande amigo, professor André Garcia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - São Paulo - Campus Capivari, e trata de um projeto de construção de uma câmara reveladora UV para TLC. 

por Prof. André Garcia

Câmara UV para revelação de placas cromatográfica de baixo custo

A cromatografia em camada delgada (CCD) (Thin layer chromatography- TLC) é uma técnica e amplamente utilizada em laboratórios de química, especialmente em laboratórios de síntese orgânica. A TLC é extremamente versátil, pois além da variedade de agentes reveladores existentes, a fase estacionária das placas comerciais é impregnada com uma substância fluorescente, o que possibilita o uso de radiação ultravioleta para revelação. Mas a ideia desse texto não é chover no molhado e ficar falando da importância da TLC ou da praticidade de uma câmara UV para revelação de plaquinhas cromatográficas, quem tem qualquer vivência em laboratório de química sabe disso, mas sim compartilhar um projeto para elaboração de uma câmara UV caseira.
Um grande empecilho existente para os cientistas brasileiros é o elevado custo de materiais e equipamentos importados para laboratório, por mais simples que sejam, como é o caso de uma câmara UV para revelação de plaquinhas cromatográficas. Uma câmara de revelação da Spectroline, disponível no site da Sigma Aldrich 
Por mais prática que uma câmara UV seja, três mil reais é um valor proibitivo para muitos laboratório, como é o caso da instituição onde leciono para alunos de química de nível técnico. Sendo assim, a alternativa foi confeccionar nossa própria câmara de revelação. Ao todo gastei cerca de R$100,00 no projeto.
Relação de itens usados:
Lâmpada UV de 8 W (λmáx 253 nm) com reator e soquetes: comprei no mercado livre como lâmpada germicida para aquário por uns R$50,00, com frete incluso.
Madeira: comprei em uma madeireira placas de compensado de 1,5 cm de espessura; ao todo foi mais ou menos meio metro quadrado. Mais ou menos R$25,00.
Parafusos, dobradiças, fechaduras, interruptor, tomada, cabo elétrico e tinta preta: mais ou menos R$25,00.
As imagens a seguir mostram um tosco esboço do esquema com as dimensões das diferentes partes da câmara e fotos das etapas de montagem, na qual uma parafusadeira elétrica (uma maravilha da modernidade!).

Esquema
Partes

Montagem
Para proteção do usuário, além da cortininha foi instalada no visor da câmara uma janela de policarbonato. Para conseguir o policarbonato fui a uma empresa que instala toldos em estabelecimentos comerciais que gentilmente me doou um retalho de policarbonato.

janela de policarbonato e cortina

Para me certificar de que o a janela cumpriria seu papel, tirei um espectro de transmitância da placa de policarbonato:

Espectro de transmitância da placa de policarbonato
Câmara em ação
A câmara de revelação caseira já foi usada em diversas aulas práticas e em Trabalhos de Conclusão de Curso de vários alunos tendo cumprido muito bem seu objetivo. Esse projeto mostrou que com um pouco paciência é possível economizar um bom dinheiro. 
Fica a dica para quem estiver com a verba curta, alunos de iniciação com tempo sobrando e/ou procurando uma distração que envolva trabalhos manuais.
Se alguém quiser trocar uma ideia, por favor me mande um e-mail: rb.andrezao@gmail.com. Ainda estou buscando uma “receita” para preparar minhas próprias plaquinhas de TLC, se alguém tiver alguma dica, por favor entre em contato! Um abraço!!

A seguir um vídeo demonstrativo:



Meus comentários: 

Nem preciso mencionar que achei a iniciativa sensacional, e de que é possível incrementar aulas práticas utilizando pouco dinheiro e muita criatividade.

Quem quiser um material didático bastante completo sobre TLC pode acessar este LINK da Universidade Federal de Santa Maria. Material preparado pelo professor Renato Zanella 

Posts relacionado: Aposente os capilares de TLC! e TLC 2D.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Zotero

Post retirado do Blog química generalizada

por Viviana Silva:

Zotero é uma ferramenta que auxilia a coletar, organizar, citar e criar referências e bibliografias.
Uma ferramenta semelhante e bastante conhecida é o EndNote, porém o Zotero tem a vantagem de ser livre (gratuito e multiplataforma).


 Existem outros softwares gratuitos (Mendeley Desktop é uma excelente opção) com a mesma função, porém o Zotero possui uma interface amigável e o seu uso é intuitivo. Não é nada complicado de usar, conversa muito bem com diferentes navegadores de internet, editores de texto e sistemas operacionais. Possui ferramentas para importar e exportar referências, armazenar e organizar PDFs, cria diferentes bibliotecas (pode ser utilizado num mesmo computador por vários usuários), possibilita compartilhar as referências para grupos de usuários via internet.

Clicando aqui você pode fazer o download de um tutorial para se familiarizar com o Zotero e seus recursos.

Organize seu artigos, livros, vídeos, blogs. Não perca tempo procurando suas referências em meio a um monte de outros aquivos. E facilite a sua escrita de dissertação, tese, relatórios e artigos. Utilize um gerenciador de referências! Se for para gastar seu tempo, que seja tendo ideias, trabalhando e elaborando a escrita. Pode até parecer propaganda, mas eu não ganho nenhum R$. É um gerenciador livre e possui  muitas vantagens, você não perderá as referências que já possui, você pode utilizá-lo para organizar.

Meu comentário:

No início da graduação (a muiiito tempo atrás) logo no primeiro relatório de química orgânica experimental I eu e um amigo barbudo tínhamos que colocar em torno de 15 referências e então pensamos: "será que não tem algum jeito de fazer isso que não seja manualmente?" e obviamente que tinha. Começamos pelo EndNote que para mim já foi uma revolução. Mas como sempre fui do contra, usava Linux, passei a procurar uma alternativa multiplataforma, foi quando encontrei o Zotero na sua primeira versão beta. Hoje, 10 anos depois, a plataforma só fez evoluir, apresentando características sensacionais como busca dentro dos documentos anexados, como PDFs de artigos (obviamente os digitalizados e reconhecidos pelo OCR) entre outras características sensacionais que o torna na minha opinião, de longe o melhor gerenciador de referências.

Uma dica:

Para quem usa mais de um computador é quer manter a biblioteca do Zotero sempre atualizada em todos os dispositivos, é possível criar uma conta no site onde os dados das referências são armazenados, e estes são sincronizados em todos os dispositivos. Esta conta tem o limite gratuito de 300Mb que obviamente só é suficiente para os dados bibliográficos e não para os PDFs. É possível comprar mais espaço, mas o preço é meio salgado...
A alternativa que encontrei e que funciona muito bem é colocar a biblioteca do Zotero na pasta do Dropbox, e obviamente usar a mesma pastas nas máquinas que você deseja sincronizar. Até agora tem funcionado perfeitamente.
Outra alternativa é arrumar espaço em algum servidor WebDav, pois o programa também tem suporte a este tipo de armazenamento em nuvem.

Mesmo com esse monte de vantagem tem gente que prefere fazer este trabalho manualmente... provavelmente são possuidores de algum gene chinês... Bem, tem gosto para tudo nesta vida!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Caramboxina, toxina "made in Brasil"

Deu na Angewandte Chemie International,

Pesquisadores da USP isolaram e caracterizaram uma toxina presente na carambola que pode ser fatal para portadores de doenças renais. A substância relacionada com o aminoácido fenilalanina foi batizada de caramboxina. O trabalho estampou a capa da importantíssima publicação na área de química Angewandte Chemie International volume 125, n° 49.
Caramboxina, seu análogo cíclico e o Aminoácido Fenilalanina
O trabalho multidisciplinar, facilmente identificado pela quantidade autores, teve início em 1998 e os primeiros resultados surgiram no início dos anos 2000, segundo a revista pesquisa FAPESP, e contou com a soma de esforços de nefrologistas clínicos, neurocientista e químicos de produtos naturais farmacologistas e químicos sintéticos.
A caramboxina em solução aquosa e a temperatura ambiente sofre ciclização para seu derivado cíclico, com a perda de sua atividade biológica. O derivado cíclico foi preparado em 2012 (Tetrahedron LettersVolume 53, N° 29, 2012, 3808) pelo grupo do professor Luis Fernando da Silva Jr do IQ-USP, onde a etapa chave foi uma sequência de Diels–Alder/retro- Diels–Alder a partir da dimedona.

Síntese do análogo cíclico da Caramboxina
O trabalho abre possibilidades para ajudar na criação de  ferramentas para estudos de processos de excitabilidade e neurodegeneração do sistema nervoso ou mesmo para a produção de moléculas relacionadas
Faço votos que posts como este tornem-se cada vez mais comum aqui e que um dia publicar em revistas como esta seja mais frequente para comunidade química brasileira. 

Ciência Brasileira segundo a editora-chefe da Science

Deu no Estadão:

por Herton Escobar / O Estado de S. Paulo

A ciência brasileira precisa ser mais corajosa e mais ousada se quiser crescer em relevância no cenário internacional, segundo a editora-chefe da revista Science, Marcia McNutt. Para criar essa coragem, diz ela, é preciso aprender a correr riscos, e aceitar a possibilidade de fracasso como um elemento intrínseco do processo científico.
Dra. Marcia McNutt

“Quando as pessoas são penalizadas pelo fracasso, ou são ensinadas que fracassar não é um resultado aceitável, elas deixam de arriscar.” E quem não arrisca, diz ela, não produz grandes descobertas – produz apenas ciência incremental, de baixo impacto, que é o perfil geral da ciência brasileira atualmente. O que ajuda a explicar porque os pesquisadores brasileiros têm dificuldade ainda para emplacar trabalhos em revistas de alto impacto, como a Science, apesar do grande avanço no número de trabalhos científicos publicados pelo País em revistas indexadas nas últimas décadas.
Marcia conversou com o Estado entre uma sessão e outra do Fórum Mundial de Ciência, que terminou quarta-feira (dia 27) no Rio de Janeiro, na primeira vez que o evento bianual foi realizado fora da Hungria, seu país de origem. Geofísica de formação, ela assumiu a editoria da Science (uma das revistas científicas de maior impacto no mundo) em junho deste ano. Antes disso, Marcia foi diretora do Serviço Geológico dos Estados Unidos (cabendo a ela, por exemplo, responder a desastres como o vazamento de óleo da plataforma Deep Horizon, no Golfo do México, em 2010) e do Instituto de Pesquisas do Aquário de Monterey Bay, na Califórnia, uma das principais instituições de pesquisa oceanográfica e exploração de águas profundas no mundo.
Abaixo, os principais trechos da entrevista:

O que os cientistas brasileiros precisam fazer para conseguir publicar mais trabalhos em revistas de grande impacto, como a Science?

A mesma coisa que todo mundo faz. A Science só publica uma fração muita pequena, em torno de 5%, dos trabalhos que são submetidos à revista; então, é um desafio para qualquer cientista. O que eu costumo dizer aos autores é que nem todo trabalho científico é adequado para publicação na Science. Antes de qualquer coisa, o trabalho tem de ser original e revolucionário (“groundbreaking”) dentro de sua própria área, mas também tem de ser interessante para outras áreas do conhecimento, para que se justifique publicá-lo na Science em vez de uma revista temática especializada. Tem de haver ramificações para outras áreas do conhecimento.
Uma autocrítica que é feita com frequência pela comunidade científica brasileira é que a nossa cultura científica e nosso sistema acadêmico estimulam as pessoas a publicar trabalhos mais simples e “seguros”, no sentido de garantir resultados para uma publicação ao final de cada projeto ou cada bolsa. Os cientistas têm medo de se arriscar em projetos mais complexos porque, no final das contas, são julgados mais pelo número de trabalhos que publicam do que pela qualidade ou relevância de suas publicações. E é por isso que o Brasil até hoje não ganhou um prêmio Nobel e tem dificuldade para publicar trabalhos em revistas de alto impacto, etc …
Eu diria que esse argumento está totalmente correto. Esse tipo de estratégia não produz grandes resultados científicos; é uma estratégia segura, incremental, que vai avançar a ciência do país pouco a pouco, mas não vai influenciar radicalmente o panorama da ciência num contexto global, porque é muito conservadora, não é ousada.

É possível ser ousado com pouco dinheiro?

Não dá para colocar um preço em ousadia. É mais um estado de espírito, uma forma de questionar, elaborar perguntas e conduzir seus experimentos. Você pode gastar muito dinheiro num trabalho puramente incremental, ou pode gastar pouco dinheiro para fazer um experimento revolucionário. A ousadia pode vir também na maneira como você trabalha de forma integrada em diferentes áreas. Por exemplo, um aluno de bioquímica pode escolher fazer alguns cursos em engenharia e física, e graças a essa proficiência adquirida em diferentes disciplinas ele será capaz de juntar ideias, enxergar conexões e elaborar perguntas que outros alunos não conseguem fazer.

Como é que se cultiva essa ousadia?

Ser ousado implica em assumir riscos, e assumir riscos implica em aceitar a possibilidade de fracasso. Quando as pessoas são penalizadas pelo fracasso, ou são ensinadas que fracassar não é um resultado aceitável, elas deixam de arriscar. É importante que a sociedade reconheça o valor de pessoas que falharam uma vez, falharam de novo, e talvez de novo, até chegarem ao sucesso. Porque há milhões de maneiras de se fracassar; sempre vai haver um meio de a tecnologia falhar ou de o ser humano falhar.

Então as instituições e as agências de fomento têm de aceitar o fracasso como um componente intrínseco do processo de pesquisa?

É assim que a ciência avança! Você apresenta suas ideias e os outros tentam derrubá-las. É só porque somos capazes de descartar hipóteses que sabemos que algo está errado e que outra coisa deve estar certa. É muito fácil provar que uma hipótese científica está errada, mas é muito difícil – quase impossível – provar que uma hipótese está correta. Tudo que podemos fazer é dizer que uma hipótese está em concordância com os dados disponíveis – as que não estiverem, a gente joga fora, e vamos procurar alguma outra que esteja. Dizer que algo foi efetivamente “provado correto” é muito, muito difícil. O fracasso, portanto, é um componente importante do avanço da ciência, porque mostrar que algo está errado faz parte do processo científico de determinar o que está certo.
E como trabalhar isso dentro da academia? Um dos problemas aqui é que os jovens pesquisadores, alunos de pós-graduação, têm obrigação de publicar alguma coisa ao final de seu mestrado ou doutorado … pode não ser um resultado muito relevante, mas tem de ser um resultado publicável; qualquer coisa. Caso contrário, fim de carreira. Por isso ninguém se arrisca a fazer projetos mais ambiciosos, em que não há certeza de um resultado positivo.
É importante que os mentores (orientadores) ajudem os jovens pesquisadores a avaliar quando vale a pena arriscar, e que tipo de risco vale a pena correr. Você não quer que alguém invista cinco anos numa pesquisa de doutorado e não tenha uma publicação no final para defender sua tese. Isso não é bom. O que você quer é que eles comecem a assumir pequenos riscos ao longo da pós-graduação, de modo que eles aprendam com essa experiência e se sintam confiantes para assumir riscos maiores no futuro – sabendo que um experimento pode não dar certo no final, e que isso faz parte da ciência.

Opinião (ninguém perguntou mas darei assim mesmo)

A opinião da Dra Marcia McNutt é precisa, e ela disse o que todo mundo já sabe. Razões para isso acontecer? Várias, começando pelo tipo de financiamento/avaliação que favorece a numerologia, tendência que dizem está mudando nos últimos tempos... dizem...  A ousadia definitivamente não é vista com bons olhos (na média obviamente). Temos também outros problemas de ordem estrutural, que devem ser sim levados em consideração, mas não devem servir de desculpas para ao menos não tentarmos sair as vezes da zona de conforto dos "trabalhos garantidos".
Publicação de alto impacto é semelhante a investimento na bolsa de valores, quanto mais arriscado maior o lucro, simples assim. Mas quem está disposto a arriscar? E será que é possível mudar? Talvez seja. Eu tenho esperança, afinal, ela é sempre a última que morre... 
Mas como dizia um velho professor, já falecido, que admirava bastante: "Há muito tempo deixamos de fazer ciência para fazer papers..." Aí caro leitor, fica difícil!
Mas além do problema apontado, corretamente, um outro fato que nunca seria mencionado é o clubinho dos frequentadores destas revistas. Fica a pergunta: Será que artigos que vêm das terras ao sul do equador são "olhados" da mesma maneira? Será? Talvez sejam... só talvez.

terça-feira, 30 de julho de 2013

V- ESSO

Estão abertas as inscrições para a V Escola Superior em Síntese Orgânica (V-ESSO), que será realizada na PUC-Rio, no períod de 27 a 31 de Janeiro de 2014.
A pré-inscrição vai até 01 de agosto de 2013
As inscrições serão aceitas no período de 01 de de Setembro até 01 de Outubro de 2013, e devem ser feitas pelo email: vesso@pgqu.net
O valor é de R$ 150,00


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Simpósio em Homenagem ao Professor Ricardo Bicca de Alencastro na UFRJ

No dia 09 de agosto será realizado no Salão Nobre-CCMN-UFRJ um simpósio em modelagem molecular em homenagem ao professor Ricardo Bicca de Alencastro
Informações e inscrições em : norbornila@gmail.com


domingo, 21 de julho de 2013

ChemistryOpen Thesis Treasury, onde publicar o que não foi publicado mas pode interessar a muita gente.

É bastante comum que partes de resultados de teses não sejam publicados, as vezes por não ter dado certo ou por outros motivos.
No entanto o que não deu certo e é "impublicável" pode ser interessante para muita gente.
Wiley/Blackwell lançou a “Chemistry Open - Thesis Treasury ” onde é possível publicar os resultados sumarizados de teses, o que possibilita maior visibilidade ao trabalho, uma vez que será atribuído o DOI e sendo assim indexado nos bancos de dados.
O periódico é “open access”, sob licença do tipo Creative Commons, o que é bem legal uma vez que qualquer um pode acessar.
No entanto, considero o valor cobrado para publicação bastante alto para a ideia de “open access”. As taxas são de 2.500,00 euros (+/- R$ 7.300,00)  para artigos e 500 euros  (+/- R$ 1.400,00)  para teses.
Vamos ver se a ideia vai pegar.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Abaixo-assinado para profissionalização da profissão de cientista

Direto do Facebook, via professora Suzana Herculano Houzel:

"Profissionalização do cientista: ajudem a divulgar o abaixo-assinado! Compartilhem, por favor!
Caros todos interessados, dia 13/8 teremos a audiência na Câmara, em Brasília, e acabo de confirmar a presença de uma auditora federal do trabalho, que vai dar seu parecer sobre as condições de "trabalho" de nossos jovens cientistas. Quero levar também um abaixo-assinado de nossos jovens interessados.
O abaixo-assinado está disponível no link abaixo. Por favor compartilhem para termos o maior número possível de assinaturas até 13 de agosto próximo. Temos um mês!
O texto do abaixo-assinado é o seguinte:
"Eu, abaixo-assinado, trabalhador na área de pesquisa científica como aluno de pós-graduação, técnico ou professor, ou aspirante a trabalhador na área de pesquisa científica, requisito a meus representantes no governo federal o reconhecimento e regulamentação dessa atividade de trabalho como atividade profissional de fato, na condição de "cientista", com todos os direitos e deveres assegurados por lei aos demais trabalhadores em nosso país."


O abaixo-assinado pode ser assinado aqui.


A participação de todos é fundamental para tentarmos mudar a realidade de quem "trabalha" e faz ciência neste país!